Dia 12 Maio, em mais de 250 cidades por todo o mundo, largos milhares de pessoas vieram ocupar as ruas em sinal de protesto com as injustiças crescentes. Em Portugal, foi em pelo menos 7 cidades que também se participou neste protesto intitulado "Primavera Global". Em Lisboa fomos cerca de 2000 pessoas e os professores e educadores 3R's mais uma vez estiveram presentes. Estamos presentes nos protestos justos independentemente se são ou não convocados pelos sindicatos. Neste contexto em que o governo se prepara para cortar (ainda mais) na educação, com Mega-agrupamentos, Mega-turmas e Mega-despedimento de professores (sobretudo professores de EVT, Ciências Físico-química e Ciências Naturais mas não só) para pagar a dívida de bancos e os luxos dos seus "boys", foi justo termos defendido: "PORQUE ESTA DÍVIDA É DO PATRÃO, QUEREMOS DINHEIRO PARA A SAÚDE E EDUCAÇÃO!". Vamos continuar!
Este sábado, 12 de Maio, no seguimento de iniciativas como o 15 de Outubro de 2011, irá realizar-se mais uma manifestação GLOBAL contra toda esta austeridade que atinge quase todos a favor do luxo de muito poucos (em mais de 250 cidades no mundo das quais 7 em Portugal). Desde o início, neste tipo de iniciativas alternativas (ex: 12 de Março, Acampada do Rossio, 15 de Outubro), que o movimento de professores 3R's, juntamente com outros movimentos, tem estado presente. Para nós é insuficiente apenas participar nas lutas dirigidas pelos dirigentes sindicais tradicionais por isso também ajudamos a impulsionar todas as lutas justas (independentemente de estarem dentro ou fora dos sindicatos). O nosso ponto de encontro (professores) será este sábado, às 14h, na praça do Rossio, na estátua central. Neste contexto em que o governo pretende, PARA CONTINUAR A PAGAR A DÍVIDA DOS BANCOS E MANTER OS BOYS, já em Setembro ter MEGA-TURMAS + MEGA-AGRUPAMENTOS= MEGA-DESPEDIMENTO DE PROFESSORES! Estaremos com a faixa dos professores 3R's com o título: "PARA PAGAR AOS BOYS E BANCOS DESPEDEM NO ENSINO".
APARECE COLEGA, PORQUE EM SETEMBRO PODERÁ SER DEMASIADO TARDE!!!
Na passada sexta, dia 13 Abril, cerca de 30 professores e educadores (sobretudo das Escolas de Oeiras) fizeram uma vigília à frente da Câmara Municipal de Oeiras. Até escurecer estes colegas aguentaram estoicamente o frio, o vento e a chuva. O movimento de professores e educadores 3R's mais uma vez esteve presente ao lado desta justa luta (reivindicações no texto num post em baixo). Não fomos muitos mas permitiu-nos perceber que não estamos sozinhos e que existem mais colegas dispostos a enfrentar as intempéries climáticas ou educativas. O governo aumenta (ainda mais) o número de alunos por turma? Os professores de Oeiras (mesmo sem apoio de nenhum sindicato) começaram a sair para a rua. Por nós e pelos nossos alunos: não desistimos!
Ministro de Passos Coelho em Abril de 2012:
Ministro das finanças (de Passos Coelho) em Outubro de 2011:
“O corte no subsídio de férias e no subsídio de natal é temporário e vigorará durante o período de vigência do programa de ajustamento económico e financeiro e o período de vigência desse programa acaba em 2013”.
Pedro Passos Coelho (depois das eleições a 30 Junho):
“...o peso desta medida fiscal temporária seja equivalente a 50% do subsídio de natal acima do salário mínimo nacional. Esta contribuição especial apenas vigorará no ano de 2011”.
Pedro Passos Coelho (antes das eleições em Abril 2011):
“Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal ainda, a minha garantia é a de que ela seria canalizada para os impostos sobre o consumo e não para impostos sobre os rendimentos das pessoas”.
Tudo vale para continuar a pagar a dívida dos amigos do PS e PSD-CDS (BPN, Parque Escolar, Alberto João Jardim, etc). Pelos vistos, a este governo, não preocupa que Portugal continue com a 2ª maior taxa de analfabetismo na União Europeia ou das mais altas taxas de analfabetismo funcional. Será porque sabem que em média cidadãos menos formados são mais fáceis de enganar?
http://economico.sapo.pt/noticias/educacao-sofre-o-maior-corte-desde-o-25-de-abril_141939.html
Caro Arménio,
Antes de mais agradeço a sua rápida resposta à carta aberta que lhe dirigi e de não ter usado, na sua resposta, os termos de “vandalismo” para se referir aos acontecimentos no Chiado no dia da Greve Geral de 22 de março. De facto existem provas suficientes (fotográficas e reconhecimento em pelo menos uma entrevista pública no jornal i, por parte de polícias) a demonstrar desde a penúltima Greve Geral de 24 de Novembro de 2011, que polícias à paisana misturados entre manifestantes foram os que inicialmente provocaram atos de “vandalismo”. Por isso defendo convictamente que, mantendo as suas próprias identidades, perante estes atos cobardes, provocatórios e violentos de quem rouba as populações para dar (ainda mais) aos banqueiros, a unidade entre os trabalhadores, a juventude precária e desempregada (sindicalizados e não sindicalizados) é fundamental.
Sinceramente ao rever a referida Conferência de imprensa da CGTP às 20h de 22 de março não me pareceu encontrar a condenação à agressão policial contra os manifestantes. Uma condenação que já foi feita de uma forma clara por vários sectores, como foi o caso da iniciativa de Comemoração dos 50 anos da Crise de 1962, e mesmo no movimento sindical pelo Conselho Geral do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas. Constato que o Arménio condenou, como fez o Presidente da República Cavaco Silva, apenas a agressão a jornalistas. Para não entrar em falsas polémicas consigo, já que temos um mesmo inimigo em comum, vou considerar a sua resposta como uma condenação às agressões policiais que ocorreram no Chiado também aos manifestantes.
No entanto, preocupa-me que muitos trabalhadores continuem a ter dúvidas sobre a atual força da unidade entre os diferentes sectores atacados por estas políticas neoliberais e a que realmente precisávamos para começar a dar a volta a isto. Não só na inexistência de unidade a sério nas manifestações da Greve Geral e na reação à repressão policial no Chiado mas também internacionalmente; quando
Caro André,
Agradeço a mensagem que nos enviou e saúdo-o pela acção que tem desenvolvido ao longo dos anos na defesa dos direitos dos trabalhadores e no reforço do seu Sindicato e da CGTP-IN, como um Movimento Sindical de todos e para todos.
Assim, e no que respeita aos acontecimentos do Chiado, informamos que na Conferência de Imprensa realizada no dia 22 de Março, às 20H00, condenámos a violência policial sobre cidadãos e jornalistas. Aliás, durante o dia denunciamos o comportamento da polícia nomeadamente quando se colocou, mais uma vez, ao lado das entidades patronais, usando em vários casos a força para impedir a intervenção dos piquetes de greve junto dos trabalhadores. Tal facto mereceu, inclusive, uma carta de protesto junto do Ministro da Administração Interna.
Neste contexto, pode estar certo que, como sempre, a CGTP-IN continuará a denunciar e a combater todas as formas de violência, incluindo a psicológica, que é desenvolvida contra os trabalhadores, desde logo a partir de cada local de trabalho.
Na expectativa de ter esclarecido o assunto, estamos convictos que podemos contar consigo nesta luta pela defesa e efectivação dos direitos cívicos, laborais e sociais.
Um abraço
Arménio Carlos
Secretário-Geral
Carta aberta ao secretário-geral da CGTP
Sou professor contratado e comecei a leccionar há exactamente 10 anos. Desde o início, como muitos outros colegas, que sinto a chamada mobilidade. Já trabalhei no Concelho de Oliveira do Hospital, passando por Montemor-o-Velho, Serpa, Cascais, Lisboa e Oeiras. Como muitos professores contratados cheguei a pagar para trabalhar, por exemplo quando fui colocado com 6 horas em Serpa, recebendo apenas 363 euros por mês.
Sou da geração, cujos pais (muitos legitimamente já cansados) são obrigados a trabalhar mais anos para receber menos de reforma, simultaneamente mantendo mais de 35% dos jovens no desemprego. E se aos nossos pais tiram parte da reforma, os governos PS e PSD-CDS, a nós preparam-se para tirar totalmente esse direito futuro apesar de continuarmos a descontar para esse efeito. Nas escolas, se é verdade que muitas precisavam de obras, assisti a projectos megalómanos com materiais de luxo e em que o valor da obra no final, ficou 400% acima do valor inicialmente orçamentado. O Ministério da Educação esbanja assim em negociatas para favorecimento de empresas “amigas” dos partidos do poder mas lançam no desemprego milhares de professores prejudicando a qualidade de ensino de milhões de alunos.
O governo actual aprofunda ainda mais uma linha injusta seguida pelo anterior governo PS que continua a arrasar com a chamada classe média e que, se não for travado, levará o país para uma ainda maior recessão, violência e desemprego generalizado. Ao governo que manda emigrar professores e que tenta fomentar um sentimento anti-sindical disse e digo não. Reivindico os sindicatos como uma conquista história fundamental. Sou sindicalizado (FENPROF), tendo só no último ano, apesar da tendência geral contrária, ajudado a sindicalizar mais de dez novos professores. Em todos estes anos fiz todas as greves convocadas (gerais e sectoriais) e mais do que uma vez aceitei o desafio dos meus colegas em ser delegado sindical. Unidos somos mais fortes e deve ser esse o caminho a seguir!
Infelizmente, temos tido nos últimos governos, partidos que estruturalmente representam os interesses de banqueiros e grandes grupos económicos, em detrimento dos direitos de quem trabalha. Para isso não hesitam em recorrer à propaganda via os principais media, à mentira (basta comparar o que diziam antes e depois das eleições) e cada vez mais de uma forma evidente, à agressão física. Na penúltima Greve Geral, dia 24 de Novembro 2011, ficou provado que polícias infiltrados (à paisana) foram os que provocaram os primeiros actos de violência/"vandalismo" para “legitimar” a repressão policial posterior. Perante estes actos cobardes, provocatórios e violentos de quem rouba as populações para dar (ainda mais) aos banqueiros, a unidade entre os trabalhadores, a juventude precária e desempregada é fundamental. Nesse sentido fiquei perplexo ao ouvir as declarações do secretário-geral da CGTP sobre os acontecimentos no Chiado, reproduzindo a perspectiva do governo sobre os supostos “actos de vandalismo” dos manifestantes e nenhuma crítica clara à violência policial sobre os manifestantes. Perante os actos gravíssimos que ocorreram, em que além de manifestantes foram agredidos brutalmente turistas e jornalistas, não podemos nos manter calados e muito menos reproduzir a perspectiva do governo. Vários sectores da sociedade já manifestaram a sua condenação a esta violência policial, de inúmeros movimentos aos protagonistas da crise académica de 1962. Hoje, é nestas manifestações dos movimentos que o governo manda polícias à paisana “armar” confusão com a polícia fardada para depois supostamente legitimar a repressão policial; amanhã poderá ser nas manifestações da CGTP. Temos de estar unidos contra mais esta mentira e agressão deste governo. Eu não tenho dúvidas do lado que estou e espero sinceramente que o secretário-geral da CGTP reconsidere e que a CGTP tenha uma posição oficial clara contra a repressão policial.
André Pestana, professor precário. Sócio 71781 do SPGL (FENPROF) .
VER ATÉ AO FIM! Em poucos minutos um jovem economista, numa sessão no Bairro Alto, diz mais sobre as REAIS causas da nossa crise (e das dos outros países) do que horas e horas da propaganda oficial através dos comentadores "pagos a peso de ouro" nos grandes media...
Para quem não acredita que o governo seria capaz de ter polícias à paisana no meio dos manifestantes a provocar os primeiros actos de violência para que, posteriormente os polícias fardados, tenham supostamente "legitimidade" para reprimir toda a manifestação, ver a notícia completa em: http://www.ionline.pt/portugal/violencia-policias-atribuem-responsabilidade-quem-deu-ordem-actuar
ou com fotos bem comprometedoras para a polícia: http://5dias.net/2011/11/29/mais-dois-provocadores-infiltrados-desmascarados-casal-de-policias-a-paisana-o-de-casaco-azul-e-o-de-casaco-castanho-estao-os-dois-em-todas-as-fotos-guedes-da-silva-director-da-psp-junta-se/
Assim o governo tenta dar uma imagem de violência aos manifestantes (que denunciam nomeadamente as injustiças e os privilégios dos governantes e seus "amigos" empresários).
Declarações em: http://www.tvi24.iol.pt/aa---videos---politica/armenio-carlos-cgtp-tvi24/1335441-5796.html
Nesta imagem um polícia agride uma jovem hoje durante a Greve Geral. A única arma que a rapariga (Patricia Melo, France Press) tinha era uma máquina fotográfica! Estava ali a trabalhar.Outro fotojornalista (José Sena Goulão, Lusa), também foi agredido à bastonada pela polícia. Depois de se identificar continuou a ser agredido.
Hoje no dia da Greve Geral a polícia agride violentamente manifestantes, o que naturalmente gerou uma resposta de alguns manifestantes dando as "bonitas" imagens que abriram os telejornais nacionais ... Numa outra manifestação da Plataforma de movimentos 15 de Outubro, também numa Greve Geral mas a de 24 de Novembro 2011, ficou demonstrado que os "provocadores" contra a coluna da polícia na Assembleia da República afinal eram polícias à paisana... Porque o governo faz isto? Porque quer dar a imagem de violência a estas Manifestações (não controladas pela CGTP) para que estas não cresçam. O “perigo” para o poder/governo destas manifestações independentes da Plataforma 15Outubro, ao contrário das convocadas pela CGTP, nomeadamente é que no final das manifestações existem Assembleia Populares onde TODOS podem falar e propor o que sentem na "alma"... e não apenas meia dúzia de dirigentes sindicais.
Apesar de toda a pressão, o movimento de professores 3R's e dos Indignados nas Escolas estarão sempre ao lado de quem quer que a luta contra este governo fique cada vez mais forte, democrática e internacional. Professora do movimento 3R's, Aurora Lima, conta à RTP o que viu hoje no Chiado em:
http://www.rtp.pt/noticias/ index.php?article=538279&tm=8&layout=123&visual=61Nesta
AGRIDEM QUEM TRABALHA HONESTAMENTE... MAS PORQUE NÃO, QUEM ANDOU E ANDA A ROUBAR AS POPULAÇÕES NOS ÚLTIMOS ANOS? QUEM NOS ROUBA OS SUBSÍDIOS, AS REFORMAS, O FUTURO PARA AS NOVAS GERAÇÕES? A esses protegem nas suas casas luxuosas... De facto, continuamos com um governo que protege banqueiros e ataca (física e financeiramente) quem trabalha...
Mais uma vez, o movimento dos professores 3R's e dos Indignados nas Escolas, marcaram presença na manifestação no dia da Greve Geral. Esta manifestação foi convocada publicamente há mais de 1 mês pela Plataforma de movimentos 15 de Outubro onde o movimento de professores 3R's participa desde o início. Estiveram presentes vários professores, funcionários, alunos e encarregados de educação denunciando que esta dívida não é nossa, que está a "queimar" a qualidade de ensino dos alunos, o emprego com direitos de professores e funcionários e os subsídios/reformas... Também gritámos que "Para os bancos há milhões, para nós só há tostões". Esta luta nomeadamente em defesa da Escola pública gratuita e de qualidade para todos, para o bem das presentes e futuras gerações,tem de continuar e acreditamos que estes exemplos de unidade são o caminho a seguir!
Actualmente, depois de tantos cortes nos direitos e salários, é mesmo muito difícil fazer greve e prescindir de mais um dia de salário. Apesar de cada vez mais sabermos que esta dívida não foi provocada por todos e que (ainda pior) não está a ser paga por todos. Isso é evidente quando por exemplo ficamos a saber que o número de milionários em Portugal aumentou mesmo em tempos de crise http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1601882 além das constantes derrapagens financeiras (dos governos PS e PSD-CDS) sem que ninguém seja realmente responsabilizado por isso.
Essa dificuldade aumenta em particular nas escolas onde as datas escolhidas para as greves gerais não têm sido claramente as melhores (nomeadamente nas últimas greves gerais de 24 de Novembro de 2010 e 2011 em que o dia da semana escolhido foi o mesmo que a dos dois feriados seguidos posteriores de 1 e 8 de Dezembro dificultando em muito o trabalho dos professores “grevistas”). E mesmo hoje, 22 de Março, em que muitos professores e funcionários se interrogam porque mais um dia de greve geral nacional quando por exemplo no estado espanhol se faz uma greve geral dia 29 de Março… porque é que não se tentou unificar e se fazia pela primeira vez, algo histórico, uma Greve Geral Ibérica? O que seria claramente superior (e mobilizador) do que um dia de Greve Geral nacional, além de que potenciava muito mais, uma Greve Geral Europeia que é uma real necessidade para começar a unificar de uma forma mais estrutural as lutas dos trabalhadores europeus. Também hoje em França vários trabalhadores estão a manifestar-se dizendo que hoje, 22 de Março, "todos somos portugueses" apelando à unidade na luta entre os trabalhadores dos diferentes países. Perante a unidade dos governantes e grandes grupos económicos europeus nestes ataques a quem trabalha, para quando a unidade dos trabalhadores e da juventude nos diferentes países europeus?
Apesar de todas essas dificuldades/dúvidas quem trabalha nas escolas tem muitos motivos para lutar. Não nos esquecemos que a última greve geral de 24 Novembro ajudou a que o governo recuasse no aumento de meia hora no horário de trabalho e na redução do corte dos subsídios para quem recebe menos de 1100 euros. Foi suficiente o que se conseguiu? Infelizmente não, por isso também, a luta continua e conseguiu-se fechar várias escolas pelo país (nomeadamente a Escola S. Julião da Barra em Oeiras).
Ainda hoje, professores, educadores e funcionários participaremos na Manifestação convocada há mais de 1 mês pela Plataforma de movimentos 15O (onde o movimento de professores 3R's participa desde o início) às 16h no Rossio até à Assembleia da República, onde pretendemos “dar voz aos sem voz” numa Assembleia Popular. Nesta Assembleia Popular, ao contrário do que geralmente acontece nas tradicionais manifestações, todos terão direito a falar e a democraticamente propor os futuros passos para esta luta que não pode parar.
HOJE ÀS 16H NO ROSSIO! JUNTA-TE AO MOVIMENTO DE PROFESSORE 3R´s e aos INDIGNADOS NAS ESCOLAS.
Participação na vigilia convocada pela FENPROF, nos dias 24 e 25 de Fevereiro de 2012, frente ao Ministério da Educação.
Para os mais cépticos, ver notícia em: http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO033757.html
E um pequeno artigo que explica como os banqueiros estão a ganhar milhões com o pagamento desta dívida e da austeridade dos povos: http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=970&PHPSESSID=099cbc670a7e8a6c998a4f532aaf76c9
No dia 11 de Fevereiro, a CGTP realizou uma Manifestação Nacional que, partindo de vários pontos de Lisboa, se concentrou no Terreiro do Paço. Foi uma grande manifestação contra a austeridade e os roubos a quem trabalha.
Mais uma vez participou numa coluna conjunta, o movimento de professores e educadores 3R’s e os Indignados nas Escolas. Essa coluna, muito animada e combativa, reuniu várias dezenas de professores, funcionários, alunos do ensino secundário e Encarregados de Educação demonstrando que a defesa da Escola Pública é uma luta de toda a comunidade educativa. Gritámos várias palavras de ordem como por exemplo: "ESPANHA, GRÉCIA, IRLANDA E PORTUGAL, A NOSSA LUTA É INTERNACIONAL", "PARA OS BANCOS HÁ MILHÕES, PARA NÓS SÓ HÁ TOSTÕES!" e "PORQUE ESTA DÍVIDA É DO PATRÃO, QUEREMOS DINHEIRO PARA A SAÚDE E EDUCAÇÃO".
E de facto, actualmente quem trabalha em Portugal e em vários países europeus sente um ataque sem precedentes nos seus direitos, nos serviços públicos (saúde, educação e segurança social) e no seu salário/emprego. No entanto cada mais se tem consciência que as lutas tradicionais (com grandes manifestações de 3 em 3 meses seguidas de manifestações regionais bem menores) não são suficientes para travar estes ataques fortíssimos. E se se pretendeu "baptizar" no dia 11 de Fevereiro, o Terreiro do Paço no Terreiro do Povo, porque não, à semelhança da Plataforma 15 de Outubro, se deu voz/microfone ao povo para poder expressar o que sente, o que é que o mobilizaria mais, as suas propostas para o futuro da luta? Será que é realmente democrático ouvirmos e "votarmos" apenas as propostas dos dirigentes sindicais, sem direito a ouvir propostas diferentes? No passado 15 de Outubro de 2011 e 21 de Janeiro 2012 a Plataforma de movimentos 15 de Outubro demonstrou que é possível dar a voz e o poder ao povo. Esse é o caminho democrático e combativo que devemos seguir!
Iremos continuar na luta e também estaremos na vigília convocada pela FENPROF de dia 24 para 25 de Fevereiro à frente do Ministério da Educação.
Será "piegas" um povo a quem cada vez mais tiram direitos fundamentais como o acesso à saúde, educação e reformas dignas? Será "piegas" um povo que tem um salário médio de 700 euros e um salário mínimo de apenas 485 euros? Será "piegas" um povo que sente cada vez maior precariedade e desemprego?
Se este povo deve ser "menos piegas" o que dizer de um Presidente da República que, com um rendimento mensal de 10 000 euros (cerca de 20 salários mínimos!!!) e que ganhou dezenas de milhares de euros no BPN, diz que o que irá ganhar não será suficiente para as suas despesas... Um presidente apoiado pelo governo.
"PIEGAS" é roubar os mais pobres para favorecer os mais ricos. São os governantes que, apesar das promessas eleitorais, mantêm e fomentam os esquemas "clientelistas" em benefício dos boys, banqueiros e grandes grupos económicos à custa de quem trabalha, vive da sua reforma ou está desempregado.
E isso infelizmente não irá mudar enquanto não sairmos à rua massivamente e de uma forma continuada, como na Islândia, para exigir o que é nosso e que os responsáveis por esta crise/dívida sejam julgados! OS POLÍTICOS É QUE TÊM VIVIDO ACIMA DAS NOSSAS POSSIBILIDADES! ESTA DÍVIDA (dos BPN´s, Parque Escolar, Alberto João Jardim,etc) NÃO É NOSSA!
JUNTA-TE A NÓS ESTE SÁBADO, ÀS 14H30, NOS RESTAURADORES (à frente do Hard Rock Cafe).
No passado dia 4 de Fevereiro, no Encontro de professores e educadores 3R´s, decidiu-se nomeadamente que iremos participar na Manifestação de 11 de Fevereiro convocada pela CGTP. Contra todos os ataques a quem trabalha e contra os enormes privilégios de alguns, não podemos estar calados e iremos tentar ajudar no sucesso desta gigantesca manifestação. Os professores, funcionários, encarregados de educação e alunos INDIGNADOS estarão mais uma vez presentes numa coluna juntamente com o movimento 3R's. PONTO DE ENCONTRO, ESTE SÁBADO, ÀS 14H30, NOS RESTAURADORES (à frente do Hard Rock Cafe).
Na Revisão da Estrutura Curricular que o Ministério da Educação pretende, se seguir em frente, SERÃO ELIMINADOS ENTRE 10 200 e 11 600 HORÁRIOS (e não serão só os colegas contratados os excluídos).
SERÃO SÓ OS COLEGAS DE EVT OS LESADOS?
ENTÃO QUEM SÃO OS OUTROS GRUPOS DISCIPLINARES LESADOS?
E O QUE PODERÁ VIR A SEGUIR?
Para discutirmos isso e muito mais teremos MAIS UM ENCONTRO de professores e educadores 3R's no próximo sábado, 4 de Fevereiro, às 15h.
Este Encontro 3R’s pela primeira vez será realizado na sede do SPGL mas (como sempre) SERÁ ABERTO A COLEGAS SINDICALIZADOS e NÃO SINDICALIZADOS. Se forem de metro saiam em S. Sebastião (saída pelo Corte Inglês ou pela outra saída) são 2 minutos a pé.
No
No dia 21 de Janeiro milhares de jovens, trabalhadores e reformados de diversos sectores participaram na Marcha da Indignação organizada pela Plataforma de movimentos 15 de Outubro (15O). Como já é tradição, no final realizou-se uma Assembleia Popular onde muitos populares puderam intervir e apresentar as suas propostas (ao contrário das manifestações organizadas pelos dirigentes sindicais tradicionais onde apenas estes têm esse direito).
O movimento de professores 3R’s e dos Indignados nas Escolas, que alteraram a data de um protesto para ajudar a juntar forças neste dia 21 de Janeiro, estiveram presentes com uma coluna combativa e animada onde participaram dezenas de professores, alunos, funcionários e encarregados de educação, todos juntos em defesa da Escola Pública. Com a nossa faixa, pancartas e as nossas palavras de ordem afirmámos que não aceitamos pagar uma dívida de que não fomos responsáveis.
Esta foi o primeiro de muitos protestos que se avizinham em 2012. Apesar da CGTP não ter apelado nem participado nesta manifestação da Plataforma 15O, em várias intervenções durante a Assembleia Popular, nomeadamente dos professores 3R’s, defendeu-se a participação na manifestação de 11 de Fevereiro convocada pela CGTP. Só a nossa luta unida, forte e democrática poderá inverter a actual situação. Não desistimos: estaremos novamente em luta, desta vez para ajudar a encher totalmente as ruas de Lisboa dia 11 de Fevereiro!
O ataque que se está a fazer à escola pública nos últimos anos não tem paralelo nas últimas décadas. Perante ataques sem precedentes é fundamental começar lutas diferentes das tradicionais. Lutas mais combativas e decididas democraticamente pelos professores e educadores que estão nas escolas no dia-a-dia. Para isso é imprescindível começar a Renovar, Refundar e Rejuvenescer o movimento reivindicativo dos professores.
O movimento 3R's tenta ajudar nesse sentido, sempre sem sectarismos, juntamente com outros movimentos e professores de base. E não foi a tentativa de nos censurem por diversas vezes o antigo site 3R's que nos demoveu. Como nos últimos anos continuaremos em 2012 essas tarefas.
Com lutas diferentes, mais democráticas e combativas, sim é possível, um bom 2012!